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O que é fast fashion e qual a diferença para o slow fashion?

Fast fashion é a moda rápida: produção em grande escala de roupas e acessórios, em geral a preços baixos, com novidades constantes. O slow fashion valoriza qualidade e longevidade. Veja um exemplo de grade revisada antes de aprovar a próxima cor.

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  1. O que significa fast fashion na prática?
  2. Qual a diferença entre fast fashion e slow fashion?
  3. Como as escolhas do consumidor entram na coleção?
  4. Como revisar a grade antes de aprovar outra cor?
  5. Quais impactos acompanham o fast fashion?
  6. Fast fashion precisa ter preço baixo?
  7. Quais dúvidas ainda aparecem?

Fast fashion, ou moda rápida, é o modelo de negócio de moda que produz roupas e acessórios em grande escala, em geral a preços baixos, com novidades sem parar. Você aprova a cor verde da camiseta Aurora, exemplo deste verbete, porque alguém viu o verde na vitrine de um shopping, e nenhum cliente pediu essa cor, enquanto os pedidos por tamanhos maiores continuam sem resposta.

O que significa fast fashion na prática?

Na prática, fast fashion significa uma vitrine trocada toda hora, com peças novas em escala e compras frequentes (O paradoxo do Fast Fashion, pp. 1 e 2). No drop de coleção da semana entra a Aurora verde, e ninguém sabe dizer de onde veio a ideia do verde. A cena mostra o modelo mal executado: copia a tendência da vitrine e esquece o sinal do próprio cliente.

Qual a diferença entre fast fashion e slow fashion?

A diferença entre fast fashion e slow fashion está no ciclo da peça: o fast fashion produz novidade em grande escala, e o slow fashion valoriza produção local, qualidade e longevidade (O paradoxo do Fast Fashion, p. 5).

EixoFast fashionSlow fashion
O que valorizaNovidade constanteQualidade e longevidade
ProduçãoGrande escalaProdução local

O comércio de roupas usadas, como os brechós, aparece ao lado do slow fashion como resistência ao modelo. O primeiro pergunta qual peça vem depois; o segundo pergunta por quantas lavagens ela chega bem.

Como as escolhas do consumidor entram na coleção?

No fast fashion, as escolhas do consumidor entram de imediato no design: o processo criativo é contínuo e incorpora o que o consumidor escolhe aos produtos novos (O crescimento do modelo de produção fast fashion no Brasil, p. 5). Aprovar a cor da vitrine e deixar o GG no comentário é fast fashion mal feito pela própria definição do modelo. Trocar só a cor da Aurora é como trocar a estampa de uma camiseta que repuxa na gola: o detalhe muda e o caimento segue igual. Antes de reduzir o tempo até o mercado, escreva qual sinal do cliente a decisão atende.

Como revisar a grade antes de aprovar outra cor?

Ponha lado a lado o que o público pediu e o que o pedido ao fornecedor entrega. O Sebrae listou em 2014 a grade baixa, que impede atender todos os tamanhos, e a dificuldade de achar fornecedores flexíveis para lotes pequenos entre as desvantagens do modelo (Fast fashion no varejo, pp. 5 e 6). Na Planilha da Aurora, o verde tem célula preenchida e o pedido de GG mora em um comentário da coluna H, que só quem criou a Planilha sabe abrir. Tirado do esconderijo, o comentário vira isto:

CampoValor
PeçaCamiseta Aurora, malha de algodão, cor verde
Pedido original600 peças: 200 P, 200 M, 200 G
Sinal do público90 pedidos de GG e 60 de XG sem atendimento
Grade revisada600 peças: 150 P, 150 M, 150 G, 90 GG, 60 XG
DiferençaP -50, M -50, G -50, GG +90, XG +60 (soma zero)
Malha e custoRefazer com a ficha de consumo por tamanho, em kg
Pergunta ao fornecedorAceita o lote de 60 peças XG?
Critério de aprovaçãoFornecedor confirma o lote de XG e a grade revisada

O total de peças não muda. Na ficha de consumo da Aurora, GG e XG pedem mais malha que P, então a conta de malha e custo se refaz por tamanho antes de fechar o pedido. A tabela serve de ficha da decisão: quem abrir a peça no mês seguinte encontra o motivo. O lead time entra depois da resposta do fornecedor.

Quais impactos acompanham o fast fashion?

Os impactos do fast fashion são desperdício de recursos, poluição e condições precárias de trabalho, tratados como externalidades negativas: custos que não aparecem na etiqueta (O paradoxo do Fast Fashion, p. 2). Na Aurora verde, eles têm cara de sobra de malha verde no corte e de peças P paradas se a grade não mudar. Quem costura e para onde vai o que não vender entram na mesma conta, e a cadeia têxtil e de confecção guarda essas respostas.

Fast fashion precisa ter preço baixo?

A definição do boletim da USP inclui preço baixo. Cietta, citado pelo Sebrae em 2014, aponta outro critério: o que caracteriza o modelo é a participação do consumidor na definição do produto, e o preço acessível fica fora da regra (Fast fashion no varejo, p. 5). Por essa leitura, a peça pode ter etiqueta alta e seguir o modelo, desde que nasça do pedido do cliente.

Quais dúvidas ainda aparecem?

O que significa fast fashion? Fast fashion significa moda rápida: produção rápida e em grande escala de roupas e acessórios, com novidades constantes, como descreve o boletim da USP.

Fast fashion e moda rápida têm o mesmo sentido? Sim. Moda rápida é o nome em português do mesmo modelo.

Fast fashion atende plus size? O Sebrae aponta, em 2014, que a grade baixa e a falta de fornecedor para lote pequeno podem deixar o GG de fora (Fast fashion no varejo, pp. 5 e 6). Por isso a Aurora revisa os tamanhos antes da cor.

Onde aprofundar? Comece por Fast fashion no varejo, Resposta Técnica do Sebrae de 2014 com conteúdo de Eveline Januário Ferreira, e pelo artigo de Eduarda de Castro Lacerda, da Universidade Federal de Uberlândia, sobre o modelo no Brasil.

Os 90 pedidos de GG já decidiram o próximo lote da Aurora; a cor espera.

Fatos verificados

  1. Fast fashion, ou moda rápida, é um modelo de negócio de produção rápida e em grande escala de roupas e acessórios a preços baixos, com novidades constantes que incentivam compras frequentes.
    Fonte: sites.usp.br ↗
  2. No fast fashion, o processo criativo é contínuo e as escolhas dos consumidores são incorporadas de imediato ao design de novos produtos.
    Fonte: repositorio.ufu.br ↗
  3. O Sebrae apontou em 2014 como desvantagens do modelo a grade baixa, que impede atender todos os tamanhos, e a dificuldade de encontrar fornecedores flexíveis para lotes pequenos.
    Fonte: bibliotecas.sebrae.com.br ↗
  4. O boletim O paradoxo do Fast Fashion descreve desperdício de recursos, poluição e condições precárias de trabalho como externalidades negativas do modelo.
    Fonte: sites.usp.br ↗
  5. Slow fashion e comércio de roupas usadas aparecem como formas de resistência ao fast fashion que valorizam produção local, qualidade e longevidade das peças.
    Fonte: sites.usp.br ↗
  6. Para Cietta, citado pelo Sebrae em 2014, preço acessível não é regra do fast fashion; a participação do consumidor na definição do produto caracteriza o modelo.
    Fonte: bibliotecas.sebrae.com.br ↗
  7. Fast fashion no varejo é uma Resposta Técnica da série Comércio Varejista do Sebrae Nacional, com conteúdo de Eveline Januário Ferreira, publicada em 2014.
    Fonte: bibliotecas.sebrae.com.br ↗
  8. O crescimento do modelo de produção fast fashion no Brasil: a importância da inclusão da economia circular na Política Nacional de Resíduos Sólidos é um artigo de Eduarda de Castro Lacerda, da Universidade Federal de Uberlândia.
    Fonte: repositorio.ufu.br ↗

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Fontes

  1. https://sites.usp.br/boletimoipp/wp-content/uploads/sites/823/2024/07/O-paradoxo-do-Fast-Fashion.pdf
  2. https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/37774/1/CrescimentodoModelodeProdu%c3%a7%c3%a3o
  3. https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/84f335cf0a92c75d356512b9ec15f0ec/$File/2014_08_22_RT_Julho_Varejo_FastFashion_pdf.pdf

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