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CosturAI: como uma call com a DRO virou a plataforma de programação da costura

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Programar a costura de uma confecção é decidir, todo dia, qual ordem de produção entra em qual célula, com quais costureiras e em que máquinas, para que cada pedido saia no prazo. Na DRO Confecções, confecção private label do Brás, em São Paulo, essa decisão morava na cabeça da programadora: a data de início de cada ordem, o balanceamento feito operação por operação e a reprogramação em cascata quando faltava gente, quebrava uma máquina ou o tecido não chegava.

O CosturAI, módulo de costura da uMode, nasceu dessa rotina. O caminho da primeira conversa até a plataforma levou poucas semanas e passou por seis etapas, todas registradas.

Como começou?

Começou em uma call, em 11 de agosto de 2026. O diretor executivo da DRO e a programadora abriram a tela do sistema que usavam e mostraram, cadastro por cadastro, como a costura era planejada: colaboradores, células, ordens de produção, sequência operacional e balanceamento.

A dor apareceu sem rodeio. A programadora reprogramava à mão uma carteira inteira de pedidos a cada imprevisto, e ninguém tinha uma visão consolidada de quais ordens estavam em dia, em risco ou atrasadas. A uMode propôs atacar uma dor por vez: primeiro a programação e o balanceamento da costura, o corte depois.

O que virou matéria-prima?

Tudo o que a call mostrou virou insumo. A gravação foi transcrita, e as telas compartilhadas viraram uma sequência de quadros com o que aparecia em cada momento. A DRO enviou as planilhas de funcionários, de máquinas e de processos, e a exportação das ordens de produção do sistema de gestão.

Na segunda parte da conversa, o time da DRO detalhou as regras que nenhuma planilha trazia:

  • cada costureira tem especialidades, e o sistema deve escolher a melhor pessoa para cada processo;
  • o mesmo processo tem tempos diferentes em camiseta e em moletom, então o tempo é por tipo de produto;
  • a engenharia cadastra os tempos da pilotagem, e a produção cronometra no dia a dia e atualiza por voz;
  • o balanceamento nunca pede mais máquinas do que existem, e máquina em manutenção sai do cálculo até voltar;
  • só entra no balanceamento quem tem participação acima de zero.

Como o processo foi desenhado?

Com a matéria-prima organizada, o processo foi escrito duas vezes: como era feito naquele dia e como deveria passar a ser. Desse desenho saiu o documento de produto, com a frase que guia o projeto: quando qualquer variável muda, a produção se reprograma e avisa quem precisa agir.

O documento definiu os princípios. O agente é a porta de entrada: propõe a programação, o balanceamento e o replano, e a pessoa que opera decide. Toda regra da fábrica, da jornada aos feriados e à folga de prazo por cliente, nasce como configuração editável, para que o mesmo produto sirva a outra confecção trocando a configuração, não o código.

O protótipo ficou pronto no mesmo dia?

Ficou. Na noite de 11 de agosto, a uMode mostrou ao diretor executivo um protótipo montado com os dados reais da DRO, sem nenhum dado inventado. O objetivo era um só: ele abrir a tela e reconhecer a própria fábrica.

A demonstração virou a segunda rodada de requisitos. O diretor pediu:

  1. apontamento de hora em hora pelo revisor no fim de cada célula de montagem, com peças produzidas e consertos com motivo;
  2. alerta quando o ritmo apontado fica abaixo do previsto, antes de o prazo estourar, com proposta de replano;
  3. autonomia para a programadora reprogramar sem pedir aprovação, só comunicando o que mudou;
  4. prazos calculados em dias úteis, com pausas da jornada e tabela de feriados;
  5. a cronometragem por voz como caminho para curar os tempos.

Até 18 de agosto, o protótipo estava validado em valor com a DRO. Em setembro, o projeto virou módulo da uMode: o CosturAI.

Como os dados chegam à plataforma?

O sistema de gestão da DRO continua dono da nota fiscal, do financeiro, do estoque e do cadastro. O CosturAI cuida da produção. A integração prevista é somente de leitura: produto e ordem de produção vêm do sistema de gestão, para que ninguém cadastre a mesma coisa duas vezes.

Enquanto a integração não está ligada, a base de ordens entra por carga de planilha no formato que a plataforma lê. A carga manual é o estado de transição, e o duplo cadastro fica fora de regime.

O que a plataforma tem hoje?

O CosturAI reúne em um só ambiente as telas que o desenho pediu:

ÁreaPara que serve
InícioA produção do dia, com os números principais e o que fazer agora, e um copiloto para perguntas sobre a produção
Fila de AtençãoAs decisões que pedem uma pessoa, em ordem de prioridade, cada uma com opções prontas de ação
ApontamentoO registro de hora em hora das peças e dos consertos de cada célula
Carteira de OPsTodas as ordens de produção e a situação de cada uma
Mapa MacroO calendário da costura com cores de folga, risco e atraso
BalanceamentoA distribuição das operações entre as pessoas da célula, com ajuste manual
Curadoria de Tempos e CronometragemO ciclo de vida do tempo, da estimativa ao tempo medido na produção
Simulador de PrazoQuando começar e quando entregar um pedido novo, contra a carga real
Portal do ClienteO status das ordens para a marca cliente, com a data de entrega que ela deve ver
Cadastros e SequênciasColaboradores, células, máquinas, processos e a sequência operacional de cada produto
Tela inicial do CosturAI com a produção do dia, o copiloto e a fila do que fazer hoje, com números e nomes de produto borrados
Mapa Macro do CosturAI com as semanas de cada célula de costura coloridas pela ocupação, com números e marcas borrados

As telas acima são da DRO, com dados reais. Números, nomes de produto e marcas clientes aparecem borrados.

A próxima etapa é o teste assistido: a programadora compara a programação que faz hoje com a proposta da plataforma e registra o que precisa mudar.

Por que contar o caminho inteiro?

Porque o caminho é o produto. O CosturAI saiu de uma conversa com quem programa a costura, com dado real desde o primeiro protótipo e com cada regra da fábrica virando configuração. A relação da DRO com a uMode começou antes, na pilotagem, e está contada no case DRO.

Para quem quer entender os conceitos por trás das telas, a Fashionpedia explica o PCP na confecção e a sequência operacional.

A fábrica que se reconhece na tela é a fábrica que passa a confiar no plano.

  • CosturAI
  • programação da costura
  • balanceamento de linha
  • PCP
  • plataforma uMode

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